Até hoje me abstive de comentar aqui sobre esse tema. Mas considerando que talvez meu depoimento seja importante a quem, assim como eu, está sofrendo, vamo que vamo ao temido Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Minha primeira reação foi de repulsa; eu decidi que iria, tal qual João Ubaldo, ignorar a retirada do trema, o abandono do acento diferencial, e a canalhice que fizeram com os ditongos abertos das paroxítonas! (Na 6ª série minha professora de português em voz estridente ensinava a regrinha do éi ói éu que virou um jargão. Garanto que nunca um aluno de tia Celinha esqueceu o acento nas paranoias que se seguiram).
Há ainda a inserção das impronunciáveis k w y em nosso alfabeto (não bastasse seu uso garrafal nos letreiros luminosos de qualquer mc big sandwich delivery por aí) e os hiatos agora capengas de voo, leem, perdoo... um enjoo!
Depois pensei um pouco e ponderei que talvez eu estivesse sendo radical em meu conservadorismo lingüístico, digo, linguístico. Até simpatizei com a idéia, digo, ideia de melhorar a situação do hífen, afinal eu nunca soube muito bem encaixar os prefixos... e embora continue sem saber, ouvi dizer que agora paraquedas é tudojunto.
Eu até venceria meus vícios, mas ninguém me explica direito as razões de ser da reforma. O argumento que mais ouvi foi o de tornar o português uma língua forte e difundida no resto do mundo e. achei balela! A isto boa resposta deu o poeta Paulo Henriques Britto: "o que torna uma língua forte é um exército forte e uma marinha forte”. Ou alguém acha que o inglês se espalhou feito praga por mérito próprio?
Desabafo feito, rabinho entre as pernas, olha aí um site útil a quem ainda não se adaptou às mudanças:
http://ramonpage.com/ortografa/
Minha primeira reação foi de repulsa; eu decidi que iria, tal qual João Ubaldo, ignorar a retirada do trema, o abandono do acento diferencial, e a canalhice que fizeram com os ditongos abertos das paroxítonas! (Na 6ª série minha professora de português em voz estridente ensinava a regrinha do éi ói éu que virou um jargão. Garanto que nunca um aluno de tia Celinha esqueceu o acento nas paranoias que se seguiram).
Há ainda a inserção das impronunciáveis k w y em nosso alfabeto (não bastasse seu uso garrafal nos letreiros luminosos de qualquer mc big sandwich delivery por aí) e os hiatos agora capengas de voo, leem, perdoo... um enjoo!
Depois pensei um pouco e ponderei que talvez eu estivesse sendo radical em meu conservadorismo lingüístico, digo, linguístico. Até simpatizei com a idéia, digo, ideia de melhorar a situação do hífen, afinal eu nunca soube muito bem encaixar os prefixos... e embora continue sem saber, ouvi dizer que agora paraquedas é tudojunto.
Eu até venceria meus vícios, mas ninguém me explica direito as razões de ser da reforma. O argumento que mais ouvi foi o de tornar o português uma língua forte e difundida no resto do mundo e. achei balela! A isto boa resposta deu o poeta Paulo Henriques Britto: "o que torna uma língua forte é um exército forte e uma marinha forte”. Ou alguém acha que o inglês se espalhou feito praga por mérito próprio?
Desabafo feito, rabinho entre as pernas, olha aí um site útil a quem ainda não se adaptou às mudanças:
http://ramonpage.com/ortografa/
2 PALPITES:
Well, well, well, ou a minha memória está muito ruim ou eu filei todas as aulas nos momentos em que Celinha falava "éi, ói, éu". Bem, na sexta série eu só filava aula e ficava jogando bola na educação física das outras turmas, por isso creio que é a segunda opção a que mais equivale à realidade.
Pow, Companheira... Eu tou todo na dúvida sobre como vou escrever agora... =/ Tenho que comprar uma nova gramática!
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