É preciso contorcionismo pra caber nos cantos da vida. e algum cinismo pra madrugar com o mínimo de riso. Quando a semana acaba, é preciso tropeço pra driblar a cegueira da alegria ébria. ver o homem que dorme na esquina e ainda o que me paquera. Ter tempo de enxergar com confiança fraterna os detentos e desconfiar piedosamente das loucas. É preciso coragem pra não definhar em arrependimentos vãos. e qualquer força sobre-humana pra não me perder em olhares.
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