Fica mais um pouco, ano, que ainda não decidi se me despeço com um
grato riso largo ou se discretamente te deixo ir. Fica, me ajuda a entender
cada mudança que te fiz, e o que fazer com o que insistentemente restou em mim. [E restou muito, ano. de uma cidade que consegui notar nas sutilezas, quase além das obviedades; de pessoas que escolhi sem dominar direito os
critérios; de um amor que resistiu por um triz até virar essa coisa ainda sem
nome.] Explica, ano, se as conquistas trazem sempre esses difíceis fins, e diga bem claramente o que fazer com eles - eu confesso que ainda não
aprendi. Mas promete, ano, que o próximo vai ser exatamente como este, e eu
completamente outra, como outra fui em ti. Amém.
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